Segundo o órgão, as alterações climáticas associadas ao fenômeno podem favorecer eventos extremos, como ondas de calor, secas, enchentes e incêndios florestais. Esses fatores podem aumentar a ocorrência de doenças e dificultar o atendimento em sistemas de saúde.
Dengue e doenças respiratórias estão entre os principais riscos
A análise da OPAS aponta que as mudanças nas condições ambientais podem contribuir para a proliferação do mosquito transmissor da dengue e de outras doenças vetoriais.
Além disso, a piora da qualidade do ar causada por queimadas e períodos de seca pode aumentar os casos de doenças respiratórias, principalmente entre crianças, idosos e pessoas mais vulneráveis.
Impactos podem afetar serviços essenciais
O fenômeno El Niño também pode provocar consequências relacionadas ao abastecimento de água, à segurança alimentar e ao acesso aos serviços de saúde.
Comunidades em áreas de maior vulnerabilidade podem enfrentar dificuldades adicionais diante de enchentes, períodos prolongados de estiagem e temperaturas elevadas.
Brasil prepara ações de prevenção
O Ministério da Saúde já iniciou medidas para fortalecer a preparação do Sistema Único de Saúde (SUS) diante dos possíveis impactos do fenômeno.
Entre as ações estão reuniões com gestores, especialistas e instituições para ampliar o planejamento, reforçar a vigilância epidemiológica e melhorar a capacidade de resposta a possíveis emergências.
Especialistas recomendam atenção e prevenção
Especialistas destacam que estados e municípios devem intensificar o monitoramento climático e as ações de conscientização da população.
Medidas simples, como eliminar locais de reprodução do mosquito da dengue, evitar exposição em períodos de calor intenso e acompanhar alertas oficiais, podem ajudar a reduzir os impactos do El Niño.
A preparação antecipada é considerada uma das principais estratégias para proteger a população diante dos possíveis efeitos do fenômeno climático.



