Por Alan Ramos | Coluna Futebol em Dia 7 de julho de 2026
E deu ruim para a família Ancelotti. Quem ainda guardava um pingo de esperança, por mais remota que fosse, quebrou a cara de vez. A verdade nua e crua é que esse time era fraquinho, fraquinho.
A derrocada contra a Noruega não foi um raio em céu azul; a Seleção já vinha dando sinais claros de fraqueza no próprio torneio. Passamos sufoco contra o Marrocos, aperto contra o Japão e, por fim, passamos uma vergonha histórica contra uma seleção sem expressão no primeiro escalão mundial.
Mas se formos analisar friamente, não há motivo para surpresa. Afinal, um time que se classificou em um inédito quinto lugar nas Eliminatórias já era o prenúncio de que coisa boa não viria. Em vão a gente esperou.
Os mesmos discursos, os mesmos fracassos
O Brasil caiu mais uma vez. E, como de praxe, o roteiro pós-jogo repete as mesmas desculpas e os mesmos discursos de sempre: "perdemos gols incríveis", "o goleiro deles pegou tudo".
"O buraco dos fracassos sucessivos é muito mais embaixo. Há algo profundamente errado na estrutura do futebol do ex-país do futebol."
É preciso, primeiro, ter a coragem de descobrir onde a engrenagem quebrou para poder consertar e recolocar o Brasil na trajetória de glórias que tantos craques do passado construíram.
O jejum de 28 anos e a ruína da base
Hoje o texto é menor porque não há mais o que ficar falando ou apontando o dedo. Já são duas décadas e meia assistindo aos mesmos vexames copa após copa.
O que realmente preocupa ao olharmos para o horizonte é saber que vamos completar 28 anos sem um título mundial. O diagnóstico é claro: falta uma mudança radical na estrutura e na base do nosso futebol.
É uma tristeza profunda constatar a nossa atual realidade: quem já foi rei, hoje vaga pelo mundo do futebol como um mendigo.
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