O cenário político em Minas Gerais vive momentos de intensa movimentação. O impasse em torno da candidatura do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) ao Governo de Minas ganhou novos capítulos dramáticos, ao mesmo tempo em que provocou um efeito dominó que culminou no rompimento oficial entre o ex-secretário de Estado Marcelo Aro (PP) e o governador Mateus Simões (PSD).
🎙️ Cleitinho busca reunião no Republicanos para manter candidatura
Apesar da recente nota divulgada pela executiva do Republicanos indicando que o senador estaria fora do pário para o Palácio Tiradentes — sob a alegação de que a candidatura "nunca foi formalmente assumida por quem deveria liderá-la" —, Cleitinho Azevedo garante que a disputa continua em aberto.
O senador viajou para reuniões de emergência com a cúpula do partido, incluindo o presidente nacional da legenda, Marcos Pereira, na tentativa de selar a pacificação e garantir o lançamento de seu nome.
"Eu sou candidato a governador junto com o Falcão [ex-prefeito de Patos de Minas] como vice, que fique claro isso aqui. Não é que só eu quero ser candidato, tem quase 50% da população mineira que quer que eu venha a candidato, as pesquisas mostram isso", declarou Cleitinho.
O senador explicou que sua ausência na convenção partidária do último fim de semana ocorreu por conta do luto familiar pela morte recente de seu irmão, ressaltando que busca sensibilizar o partido a rever a decisão.
⚡ Rompimento: Marcelo Aro deixa base do governo e articula plano B
A indefinição sobre o futuro de Cleitinho fez explodir uma crise de grandes proporções no grupo de sustentação do ex-governador Romeu Zema e de seu sucessor, Mateus Simões.
O ex-secretário de Governo e liderança do PP, Marcelo Aro, reuniu-se com o governador Mateus Simões para oficializar seu desligamento do governo e o encerramento do grupo político na base aliada. Aro vinha demonstrando insatisfação com a composição da chapa de Simões, principalmente por não concordar com a presença do senador Carlos Viana (PSD) na disputa ao Senado.
Com a saída, Marcelo Aro passa a articular uma candidatura própria ao Governo de Minas Gerais, caso a desistência de Cleitinho venha a se confirmar. O movimento já atrai o interesse de legendas como o PL do ex-presidente Jair Bolsonaro, que aguarda o desfecho de Cleitinho para decidir se embarca no projeto de Aro.
💬 Troca de farpas e acusações de traição
A reação do Palácio Tiradentes ao movimento de Marcelo Aro foi imediata e dura. Em declaração pública, o governador Mateus Simões acusou o ex-aliado de "virar as costas" para o projeto iniciado por Zema e classificou a articulação paralela como uma traição.
"Perdeu a eleição lá atrás, veio para o governo, exerceu posições importantes, mas anunciou que está virando as costas para o projeto. Não ao meu projeto, mas ao de Romeu Zema. A decepção é grande", afirmou Simões, ressaltando que Aro deixou claro que sua candidatura ainda depende do desfecho das conversas de Cleitinho com o Republicanos.



