O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a abertura de um inquérito da Polícia Federal para investigar o empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A apuração busca esclarecer se ele cometeu os crimes de tráfico de influência e corrupção.
A decisão atendeu a um pedido formal da Polícia Federal após o surgimento do nome de Lulinha em desdobramentos de investigações anteriores.
🔍 O foco da investigação
Segundo a Polícia Federal, a suspeita é de que Lulinha tenha atuado para facilitar o acesso e abrir portas para o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como "Careca do INSS", dentro do governo federal.
O objetivo do grupo seria intermediar a contratação de fornecimento de medicamentos à base de cannabis medicinal junto ao Ministério da Saúde. Embora o contrato milionário não tenha chegado a ser concretizado, a PF apura se houve pagamentos ou favorecimentos para a realização da ponte com a alta cúpula da gestão pública.
🗣️ O que dizem a defesa e o presidente Lula
A defesa de Fábio Luís Lula da Silva negou qualquer irregularidade e criticou o pedido de abertura do inquérito, classificando a medida como uma "fishing expedition" (pesca de provas sem indícios concretos) e sugerindo motivações políticas. Os advogados sustentam que o empresário jamais intermediou contratos governamentais ou recebeu valores indevidos.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se manifestou publicamente sobre o caso e afirmou que não interferirá no trabalho das autoridades nem protegerá familiares:
"Eu jamais pedirei para um delegado ou para um juiz não fazer as coisas corretas. Se cometeu erro, tem que ser investigado. Não haverá nenhum privilégio e ninguém vai se esconder", declarou o presidente.



